

Um ato reuniu cerca de 4 mil policiais e bombeiros militares em frente a Central da Policia Militar de Fortaleza (CE) nesta segunda-feira (2/01). Os policiais e bombeiros militares do Ceará estão em greve desde o dia 29 de dezembro de 2011 com adesão de 80% da categoria. Esses lutadores (as) estão em campanha por reajuste salarial, aumento do efetivo, além da anistia dos militares que estão respondendo a processos. A paralisação ocorre depois de meses de tentativas de negociações entre os trabalhadores e o governo na Campanha Salarial.
Segundo informações do membro da CSP-Conlutas do Ceará de José Batista a greve cresce a cada dia e atinge mais de 17 municípios do Ceará, com adesão de diversos setores como a guarda municipal.
O governo chegou a acionar o exército para reforçar o policiamento. “Os trabalhadores estão encarando esse posicionamento do governo como provocação. Colocou o exercito na rua, não reconhece a greve e não negocia. Isso radicalizou o movimento e o fez crescer”, ressaltou.
Os policiais estão acampados em frente à 6ª Companhia do 5º Batalhão desde o início da greve e contam com a solidariedade da população que levam alimentos e água para os manifestantes.
À tarde, uma reunião com as centrais sindicais será realizada no qual com a previsão da realização de outro ato amanhã.
Nesta terça-feira (3) os bancários e motoristas de ônibus prometem paralisar suas atividades em apoio à paralisação.
Veja abaixo nota da CSP-Conlutas em solidariedade à greve.
TODO APOIO À GREVE DOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES DO CEARÁ
Os policiais e bombeiros militares do Ceará estão em greve depois de tentarem por meses, discutir a pauta de reivindicações de sua campanha salarial com o governo do estado, sem sucesso. O Governo Cid Gomes, sustentado pelo PSB/PT/PCdoB, está tratando as reivindicações dos policiais e bombeiros com a mesma intransigência que caracterizou sua atitude em relação às demais categorias do funcionalismo. Mais uma vez estes governos, ditos populares, mostram que tem pouca ou nenhuma diferença dos governos do PSDB e da oligarquia Jereissati.
É essa enrolação e intransigência de um governo que levou a que a greve ocorresse neste momento. Foi a única alternativa que restou aos policiais e bombeiros frente a um governo que usa recursos públicos para encher os cofres das grandes empreiteiras, e depois diz não ter recursos para investir no serviço público e para valorizar o funcionalismo. E a primeira reação do governo, de reprimir o movimento repetindo o que já havia feito contra os professores e outros setores do funcionalismo, não resolve, só agrava o problema. É do governo, portanto, a responsabilidade que a grande imprensa quer cobrar dos policiais e bombeiros.
É neste sentido que a CSP-Conlutas vem manifestar seu apoio e solidariedade â greve dos policiais e bombeiros militares do Ceará. Ao mesmo tempo cobramos do governo do estado que negocie e atenda as reivindicações dos grevistas, bem como dos demais setores do funcionalismo publico. E repudiamos qualquer tentativa de repressão e retaliação aos grevistas e manifestantes.
Conclamamos os trabalhadores do Ceará a apoiarem a luta dos bombeiros e policiais militares. Chamamos a que as entidades sindicais e democráticas se manifestem, exigindo do governo o atendimento das reivindicações dos grevistas, o aumento do investimento nos serviços públicos e na valorização do funcionalismo.
A CSP-Conlutas representa varias categorias de trabalhadores, aqui mesmo no Ceará, que já foram reprimidos pela Policia Militar quando fizeram greve para defender suas reivindicações. Portanto, ao mesmo tempo em que apoiamos incondicionalmente a greve dos policiais militares, queremos chamar os soldados a refletirem sobre o papel que o estado e os governos os obriga a cumprir, de repressores de outros trabalhadores quando estes lutam por seus direitos. E que busquemos formas de mudar esta situação. Os trabalhadores e pobres precisam se unir contra a exploração e a violência que esta sociedade nos impõe.
- todo apoio à greve dos policiais e bombeiros militares do Ceará! Pelo imediato atendimento de suas reivindicações!
- nenhuma repressão ou retaliação contra os grevistas e manifestantes!
- pelo direito de organização sindical e de greve, para policiais militares e bombeiros!
Conclamamos todas as organizações sindicais de trabalhadores a somarem-se a este apoio.
Em Itapipoca:
Esposas dos Policiais Militares do Ceará estão reunidas em frente ao Batalhão de Guarda de Itapipoca impedindo a saída de qualquer Policial Militar e das viaturas. A paralisação é por melhorias salariais, visto que um Policial Militar do Ceará tem um salário muito abaixo em relação as diversas Policias da Região Nordeste.
Segundos estas senhoras só sairão quando a paralisação que acontece em todo o estado estiver dada por encerrada.